Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
SOLUÇÕES
 
Fator de potência - A necessidade da correção
Corrigir o fator de potência é fundamental em qualquer instalação industrial. Quedas de tensão, perdas, sobrecargas são algumas das conseqüências de um fator de potência baixo numa instalação.

A legislação brasileira, através dos decretos 62 724 de 1968, 75 887 de 1975 e 479 de 1992 determina a manutenção do fator de potência o mais próximo possível de 1, tanto pelas concessionárias como pelos consumidores.

Esses decretos também determinam a forma de avaliação e o critério de faturamento da energia reativa que exceder os novos limites. Esses limites são de 0,92, dependendo do horário. Assim, para os períodos entre 6 e 24 h o fator deve ser no mínimo 0,92 para a energia e demanda de potência reativa indutiva fornecida. Entre 24 e 6 h, o mínimo estabelecido é 0,92 para energia e demanda de potência reativa capacitiva recebida.
Veja que esses valores estão bem próximos dos adotados para alguns países que estão tipicamente na faixa de 0,92 a 0,96.
Fator de potência é coisa muito séria quando se trata de fornecimento de energia para qualquer tipo de consumidor, principalmente as indústrias.

Estar atento para que ele se mantenha dentro dos valores exigidos pela lei não é apenas uma preocupação que leva a menores contas de consumo de energia. Conforme vimos, um fator de potência baixo pode causar muitos outros problemas que tanto podem mexer com o bolso de quem é afetado, exigindo investimentos na instalação (cabos) como na sua correção, usando dispositivos apropriados.
Escrito por Newton C. Braga
 
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